
No corre-corre dos dias, o tempo é sempre pouco, e as coisas boas da vida acabam sendo feitas de forma automática. Por exemplo? Nem sempre aproveitamos a experiência do ver, ouvir, tocar, sentir aromas. Lembrei-me das aulas de criatividade na Escola Guignard e resolvi adaptar uma delas para que o aluno da educação básica possa observar os sentidos do próprio corpo.
A intenção é deslocar o pensamento para os sentidos, distanciar do que acontece ao redor e concentrar em uma experiência comum. É importante que o professor anuncie com clareza o que está acontecendo e dê instruções objetivas. A curiosidade dos alunos deve estar relacionada às descobertas com os sentidos, e não a abrir os olhos para ver o que o professor e os colegas estão fazendo.
Para começar
Peça aos alunos que fechem os olhos e relaxem ao som de uma música tranquila. Quando perceber que a turma está preparada para a atividade, desligue a música e convide os alunos a perceber o silêncio. Provavelmente, eles ouvirão sons distantes, antes não observados. Você, professor, pode auxiliar na percepção destes sons: “Escute o som que vem do corredor”; “Agora tente ouvir o que vem do pátio da escola”; “E o lá da rua, você pode ouvi-lo?”.
Com os alunos ainda de olhos fechados, distribua uma fruta para cada um, para que as observem usando o tato. Deixe claro que a intenção não é adivinhar qual é a fruta (isso saberão rapidamente), mas senti-la de uma maneira diferente. O professor pode dar instruções: “Pegue esta fruta, observe sua textura, sua forma, sua temperatura”; “Agora cheire a fruta: como é o aroma? É doce? Salgado? Azedo?”; “Descasque a fruta, coma. Como é o sabor?”; “Agora, abra os olhos, veja as cores, as formas da casca, dos gomos, dos caroços”.
Depois...
Peça a cada aluno que escolha uma palavra que represente a experiência vivida na sensibilização. Essa palavra deve ser escrita em um dos lados de uma folha de ofício. No outro lado da folha, os alunos devem fazer um desenho, pintura ou colagem que represente a palavra escrita.
Exposição e bate-papo
Na sala de aula, faça uma exposição com os trabalhos. Os alunos terão a oportunidade de falar do que vivenciaram ao participar da atividade.
Asas da imaginação
Esta atividade pode ser realizada várias vezes com a mesma turma, mudando a proposta, o objeto a ser experimentado e a finalização. Quanto mais experiências sensitivas os alunos vivenciarem, mais facilidade de concentração e percepção vão ter.