
A evolução do dinheiro começa com o sal, passa pelos metais preciosos e, certamente, não termina no “dinheiro de plástico”. O homem moderno sofistica cada vez mais as formas de acesso aos bens de consumo.
Eu tenho, você não tem, nós trocamos
Era muito simples. Quem tinha um produto e queria outro, trocava. Estamos falando de um tempo em que ninguém havia tido a brilhante ideia de criar a moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, em geral, de produtos essenciais para a sobrevivência de um grupo.
Falha no sistema 1
Alguns produtos são mais necessários que os outros, valem mais. Nesses casos, como trocar uma coisa pela outra? A confusão está criada. Resultado: o homem procurou uma forma de dar jeito nessa história e encontrou.
Moeda-mercadoria
Bois e vacas eram muito importantes para a sobrevivência. Bons reprodutores e prestadores de serviços, eles valiam muito. Viver sem sal era quase impossível. Esse importante elemento para a conservação dos alimentos garantia a sobrevivência. Para quem vivia perto do mar, o problema não era tão sério, mas e quem morava no interior dos continentes? O sal e o gado foram importantes moedas-mercadorias. No Brasil, nos séculos XVI e XVII, o pau-brasil, o açúcar e o cacau foram também moedas-mercadorias.
Falha no sistema 2
Transportar mercadorias para transações comerciais dava um trabalhão. Não era só isso: elas nem sempre eram fracionáveis, algumas eram perecíveis e havia oscilação de valor de um lugar para outro.
Como fazer, então? O homem precisava melhorar o sistema.
Ideia luminosa
O metal, que era utilizado para fabricar utensílios e armas, tinha características interessantes: facilidade de transporte, beleza, raridade, podia ser fracionado e guardado num tesouro. A princípio, era trocado em seu estado natural; depois, sob a forma de barras e como anéis, braceletes e outras joias.
Até que enfim
A cada troca era preciso pesar e avaliar o grau de pureza do metal. Para simplificar, o homem passou a comercializar frações de metal com as marcas de valor e do responsável por sua emissão. Surgem, então, no século VII a.C., moedas com características das atuais. Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. Havia uma crença no poder mágico desses metais. O ouro, por exemplo, era associado ao sol, e a prata, à lua.
Quadradas, ovais e redondas
As moedas variaram muito em seu formato, ao longo do tempo.
Já existiram moedas ovais, quadradas, poligonais, etc.
As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.
O papel entra em cena
Na Idade Média, os ourives, que negociavam objetos de ouro e prata, davam um recibo como garantia ao cliente. Esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel.
Moeda para troco
Com o surgimento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária à moeda. No final do século XIX, as moedas passaram a ser feitas com ligas metálicas, como a de cobre e níquel, entre outras. Com isso, a moeda passou a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido.
Fábrica de dinheiro
Todos os países possuem bancos centrais, encarregados da emissão de cédulas e moedas. Hoje a confecção de cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão que se complementam, dando ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.
O conjunto de moedas e cédulas em circulação é constantemente renovado através de processo de saneamento, que consiste na substituição do dinheiro gasto e rasgado.
As cédulas retratam a cultura do país emissor e nelas podem-se observar motivos característicos muito interessantes como paisagens, tipos humanos, fauna e flora, monumentos de arquitetura antiga e contemporânea, líderes políticos, cenas históricas, etc.
Cheque
Importante meio de pagamento, o cheque apresenta inúmeras vantagens: agiliza a movimentação de grandes somas e evita que se tenha que guardar um montante de dinheiro, ou seja, impede o entesouramento do dinheiro em espécie.
De plástico
O cartão de crédito ou de débito é o “dinheiro de plástico”. A pessoa não precisa mais ter dinheiro em espécie no bolso e na bolsa. É só digitar e pode fazer compras em qualquer loja do mundo, já que o sistema eletrônico se ocupa da transação. Comprar ficou muito mais simples e se deixar seduzir pelo consumo também. O primeiro cartão de crédito foi lançado em 1951, por um banco de Nova York.
Fonte: site do Banco Central do Brasil
(http://www.bcb.gov.br/?ORIGEMOEDA)
Atividades na escola
O poder de compra do homem moderno certamente não termina com o dinheiro de plástico. O que será que vem por aí? Uma navegação na internet, em sites confiáveis, pode ajudar a realizar uma pesquisa sobre essa questão.
Imagine uma palestra na escola com um colecionador de moedas e cédulas. Quantas histórias de moedas e notas ele pode contar! Então, convide-o!
Ser ou ter? Essa questão pode render um debate acalorado na escola, envolvendo poder, valores humanos, consumo consciente, etc.
Um mapa-múndi com as moedas dos diferentes países no mundo. Isso pode gerar um belo trabalho envolvendo arte, geografia e história.
Será possível criar uma moeda na escola? Qual seria o nome? Qual o seu poder de troca? Fica a ideia para alunos criativos.
Por que faltam moedas para troco no Brasil? Quanto tempo dura uma nota ou uma moeda no País? Lance o desafio para responder a essas questões que têm aparecido com frequência na mídia.